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Não acredites em facilidades.

Muitas aflições nos fustigam o espírito, diante de nossos próprios caprichos desatendidos.

Não aguardes dinheiro farto ou mesmo excessivo para que te sintas feliz. Agradece aos Céus a possibilidade de trabalhar, porquanto o trabalho te garantirá a subsistência e a subsistência daqueles corações que se te fazem queridos.

Não esperes a felicidade para que possas realizar os próprios desejos.

A saciedade talvez seja a véspera da penúria, a cujas provações possivelmente não conseguirás resistir.

Não creias que uma personalidade humana, colocada nos píncaros do poder, disponha de recursos para solucionar todos os problemas que te enxameiam a existência.

É provável que essa pessoa, merecidamente importante, esteja carregando um fardo de tribulações mais pesado do que o teu.

Se pretendes viver fora das inquietações do cotidiano, não exijas dos outros aquilo que os outros ainda não possuem para dar.

Se queres viver nas alegrias da consciência tranqüila, auxilia ao próximo o quanto puderes, trabalha sempre e confia em Deus.

Emmanuel
(Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier. Do livro “Hora Certa"- Edição GEEM)

 
Edição 174
Janeiro/Março 2007

Alfabeto de Estrelas

Roguei à fonte que me desse
Algum desses poemas imortais,
Mas a fonte me disse que podia
Afastar-me da sede e nada mais.

Pedi à brisa me envolvesse o anseio
Nesse poema assim profundo,
E a brisa respondeu, alígera e singela,
Que Deus unicamente dera a ela
O poder de acalmar o calor do verão,
Quando o verão quisesse incendiar o mundo.

Então sob a fadiga da procura
Na longa caminhada
Dormi na própria estrada
E cheguei a sonhar
Que vinhas do mais Alto,
De longe, muito longe,
Da imensidão celeste.

E me trouxeste, oh! Soberado Amado,
O excelso poema inexplicado.
Nada disseste pelo verbo humano,
Mas me entregaste, amado soberano,
O poema divino em versos dos mais sábios,
Na esplendente nudez dos próprios lábios.

Então senti, precipitadamente,
Que o poema esperado
Estava todo escrito em vibrações sublimes,
Em altas vibrações,
E eu para entendê-las
Fazia inesperadamente em mim
Um alfabeto de estrelas.

(Poema do espírito de Inês de Castro, recebido por Francisco Cândido Xavier, extraído do livro Mensagens de Inês de Castro, Ed. GEEM)



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