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Na Terra, quando perdemos a companhia de seres amados, ante a visitação da morte sentimo-nos como se nos arrancassem o coração para que se faça alvejado fora do peito.

Ânsia de rever sorrisos que se extinguiram, fome de escutar palavras que emudeceram.

E bastas vezes tudo o que nos resta no mundo íntimo é um veio de lágrimas estanques, sem recursos de evasão pelas fontes dos olhos.

Compreendemos, sim, neste Outro Lado da Vida, o suplício dos que vagueiam entre as paredes do lar ou se imobilizam no espaço exíguo de um túmulo, indagando porquê...

Se varas semelhantes sombras de saudade e distância, se o vazio te atormenta o espírito, asserena-te e ora, como saibas e como possas, desejando a paz e a segurança dos entes inesquecíveis que te antecederam na Vida Maior.

Lembra a criatura querida que não mais te compartilha as experiências no Plano Físico, não por pessoa que desapareceu para sempre e sim à feição de criatura invisível mas não de todo ausente.

Os que rumaram para outros caminhos, além das fronteiras que marcam a desencarnação, também lutam e amam, sofrem e se renovam.

Enfeita-lhes a memória com as melhores lembranças que consigas enfileirar e busca tranqüilizá-los com o apoio de tua conformidade e de teu amor.

Se te deixas vencer pela angústia, ao recordar-lhes a imagem, sempre que se vejam em sintonia mental contigo, ei-los que suportam angústia maior, de vez que passam a carregar as próprias aflições sobretaxadas com as tuas.

Compadece-te dos entes amados que te precederam na romagem da Grande Renovação.

Chora, quando não possas evitar o pranto que se te derrama da alma; no entanto, converte quanto possível as próprias lágrimas em bênçãos de trabalho e preces de esperança, porquanto eles todos te ouvem o coração na Vida Superior, sequiosos de se reunirem contigo para o reencontro no trabalho do próprio aperfeiçoamento, à procura do amor sem adeus.

Emmanuel
(Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier. Do livro “Na Era do Espírito"- Edição GEEM)

 
Edição 175
Abril/Junho 2007

Editorial

Leitor amigo:

No início do século passado, a 2 de abril de 1910, nascia Francisco Cândido Xavier.

Sua volta à espiritualidade em 2002 deixou-nos lacuna que o tempo não consegue preencher.

Nesta edição do Comunicação, para atenuar um pouco a saudade, vamos relatar uma de suas vivências mediúnicas, descrita no livro Na Era do Espírito, de nossa edição.

Em seu depoimento que publicamos na íntegra, vemos simultaneamente, em misterioso amálgama, a sua doce simplicidade e a bagagem espiritual imensurável que não conseguia esconder, a despeito da modéstia que ressumava de sua conduta linear de apóstolo do bem.
Obrigado Chico, e, por favor, continue conosco.

Parabéns pelo aniversário.

Caio Ramacciotti

São Bernardo do Campo, 02 de abril de 2007.

 



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