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Se você busca ajustar-se
Aos Estatutos do Bem,
Na condição em que esteja
Some os recursos que tem.

Se aceita sinceramente
A bênção de Deus na fé;
Se usa a própria cabeça
Mantendo o corpo de pé;
Se guarda noção de rumo,
De tempo, clima e lugar;
Se consegue defender-se,
Ver, ouvir e conversar;

Se pode estudar e ler,
Anotar e fazer conta;
Apresentar-se, vestir-se,
E sabe como se apronta;
Se tem o pão necessário,
Alguma saúde, asseio,
Um leito, a bênção de um teto
E o trabalho de permeio;

Se mostra existência útil,
Se respeita o seu vizinho;
Se pode amparar alguém
Nos empeços do caminho;

Então não pare na queixa;
Trabalhe, melhore e avance.

Conserve a felicidade,
Que ela está ao seu alcance.

Casimiro Cunha
(Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier. Do livro “Caminhos de Volta"- Edição GEEM)

 
Edição 178
Janeiro/Março 2008

Editorial

Homenagem a Alda Pacheco Ramacciotti
Iluminado espírito que retornou à Pátria Espiritual
a 31 de dezembro de 2007.

Jaú-SP - 06 de julho de 1915
São Paulo-SP - 31 de dezembro de 2007


"Findava a tarde do último dia do ano de 2007, quando Alda Pacheco Ramacciotti deixou-nos o convívio, aos 92 anos de existência, após arrostar resignada o intenso sofrimento dos últimos trinta dias de internação.

Com grande dificuldade, reuniu forças nos minutos finais de vida terrena para fixar — com os olhos marejados — os filhos presentes em seu quarto do terceiro andar do Hospital São Camilo da Vila Pompéia.

Abençoou-os lacrimosa, como a lhes dizer:

Filhos queridos, Jesus os acompanhe... "

Natural de Jaú, tradicional município paulista, residiu ainda na infância em Cafelândia, no portal do noroeste paulista, fixando-se posteriormente em Bauru, importante entroncamento ferroviário de então.

Aí conheceu Rolando Mário Ramacciotti, o fundador do Nosso Lar e do GEEM - Grupo Espírita Emmanuel, instituições que dirigiu até sua desencarnação em dezembro de 1979.

O casal teve oito filhos, todos ligados à causa que abraçaram: o socorro das pessoas desvalidas e a divulgação da Doutrina Espírita de que, Rolando, inspirado por Chico Xavier, Emmanuel e Batuíra, fez-se paladino ao longo de sua existência.

Alda, nossa mãe querida, sempre o acompanhou à maneira das mulheres que seguirarm Jesus em seu apostolado na Terra: anônima, sem aparente destaque, isolada dos pleitos do mundo, mas dedicada ao extremo, carregando de permeio aos nobres ideais do marido a responsabilidade da dedicação incondicional aos oito filhos, todos nascidos em Garça, na Alta Paulista, cidade pouco distante de Bauru.

Sua renúncia é conhecida de todos que com ela privaram. Respeitada, amada e reconhecida pelos filhos, de quem cuidou com extremo carinho, noras, genros e netos, comunidade de quatro dezenas de almas privilegiadas, impôs-se-lhes pela grandeza dalma.

Abdicou dos valores temporais em louvor à missão que Jesus lhe destinou na Terra, cujos caminhos percorreu destaviada, em sua simplicidade comovente, contudo, enaltecida pelos predicados espirituais que exornavam seu caráter, sua sabedoria e bondade.

Podemos afirmar, sem qualquer possibilidade de engano, que Alda permitiu, apagando-se ante o mundo, a Rolando Ramacciotti a dedicação integral à vivência e difusão da Boa Nova, sob a roupagem espírita, completando-se ambos os experientes espíritos na execução dos elevados encargos que vivenciaram em sua última romagem pela Terra.

Como certa feita Chico falou, em reunião com familiares e amigos do nobre casal, Rolando trocou em sua última existência, encerrada no século passado, o poder de outras épocas perante as comunidades terrenas pela vivência dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

E cremos que Alda também o fez!

Querida mãe, sentimo-la feliz na Vida Espiritual, ao lado do seu companheiro e do grande amigo Francisco Cândido Xavier.

Continue conosco, que nos encontramos por aqui, agora sem a sua presença física, inspirando-nos, socorrendo-nos para que não nos sintamos órfãos de seu carinho e de sua proteção.

Adeus, Mãe do século, como carinhosamente a chamava seu filho Plínio.

Receba o abraço saudoso dos filhos Virgílio, Plínio, Caio, Maria Tereza, Paulo, Maria Cristina, Maria Lúcia, Mário e dos genros, noras, netos e amigos.

Caio Ramacciotti
São Paulo, janeiro de 2008


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