No Limiar do Amanhã

Programa "No Limiar do Amanhã"

Todos os sábados às 19 horas.

Rádio Morada do Sol (Rádio Mulher)

 São Paulo - AM 1260 khz
 Araraquara - AM 640 khz

Sempre com palestras sobre temas
ligados ao Espiritismo.

 

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Revista Comunicação

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Revista Comunicação On-line

ÁLVARO GONÇALVES

 

São Paulo — 16 de agosto de 1953
São Paulo — 26 de outubro de 1978

 

Pais: Álvaro Gonçalves e Elza Devecchi Gonçalves.

 

A partida de Álvaro fora um rude golpe para seus pais, Álvaro Gonçalves e Elza Devecchi Gonçalves. Família solidamente constituída, três filhos, Álvaro e as irmãs Elza e Denize.

 

“A notícia do acidente que levou de nosso convívio o filho dileto, aos 25 anos”, comentou conosco o Sr. Álvaro, “foi daqueles golpes que se absorvem mercê da Misericórdia Divina”.

 

Além da estrutura familiar muito firme, em verdade, pai e filho eram amigos inseparáveis.

 

Dois meses após o retorno ao Plano Espiritual, seu pai teve um sonho singular em que se encontrou com o filho querido. Foi na noite de 29 de dezembro de 1978, pouco depois de deitar-se.

 

Com meridiana clareza, o Sr. Álvaro viu o filho no quintal de casa e, surpreso, perguntou:

 

– Álvaro, você por aqui?


– Sim, pai. Estive internado, mas obtive autorização para visitar o lar. E vocês, pai, como estão?


– Como é que poderíamos estar, meu filho...?


– Pai, você é mais forte, “pega no pé” da mãe para ela não chorar mais, pois seu desespero está fazendo mal para mim.


Pai e filho conversaram mais alguns minutos, após o que o Sr. Álvaro acordou e relatou o sonho à esposa.

 

No depoimento que se segue, o Sr. Álvaro nos conta sobre sua aproximação de Chico Xavier e da expectativa até o recebimento da primeira de uma série de mensagens, a primeira das quais apresentamos nesta edição.

 

Obrigado Jesus, obrigado Augusto Cezar!

 

Sim, caro leitor, foi através da leitura das mensagens desse querido jovem que nós chegamos até nosso amado Chico Xavier, como vocês poderão acompanhar, pelo nosso depoimento.

 

Passados alguns dias da desencarnação do querido Álvaro, uma jovem amiga aconselhou-me a leitura do livro Crianças no Além; dirigi-me a uma livraria espírita, onde o senhor que me atendeu aconselhou-me também a ler Jovens no Além e Somos Seis.

 

Era um sábado. Comprei os livros, tomei o ônibus até o serviço e, após sentar-me no coletivo, abri Jovens no Além, ao acaso, justamente na página em que começava uma das mensagens do Augusto.

 

Durante o trajeto li algumas vezes a mensagem que tanto me sensibilizou; não via o momento de retornar a casa, para mostrar à minha esposa os livros e, de modo especial, as palavras de Augusto Cezar.

 

Algum tempo depois, partíamos rumo de Uberaba.


Aproximava-se o Natal de 1978, e haviam decorrido quase dois meses do inesperado acidente que nos levou Álvaro.

 

Chegamos a Uberaba, sem nada conhecer, nem mesmo de que modo chegar até o Chico. Por agradável coincidência, depois de muita expectativa, foi justamente a genitora de Augusto, D. Yolanda, que também lá se encontrava e que ficamos conhecendo naqueles momentos, quem se prontificou a apresentar-nos ao querido médium.

 

A partir desse encontro aparentemente casual, hoje creio que os Benfeitores Espirituais nos aproximaram, passamos a participar do grupo de trabalho de D. Yolanda e fomos mais freqüentemente a Uberaba.

 

As cartas de Álvaro, então, se sucederam quais tesouros do alto a enriquecer-nos de paz e alegria.

 

— Chico, de que modo agradecer? Palavras não conseguiriam expressar nosso sentimento de gratidão por você. Deus lhe conserve sempre e sempre a vida tão importante para todos nós, os familiares que pelas suas mãos voltaram a viver.