Buscar:  

Muitas aflições resultam de nossa inadaptação à realidade. É que ainda, em nosso estágio evolutivo, é muito difícil sabermos ter sem reter.

Se observamos a vida, com as lentes da compreensão mais alta, reconheceremos que tudo quanto acreditamos possuir, temos recebido e estamos recebendo da Divina Providência, em regime de usufruto.

A própria vida se encarrega de nos mostrar a inexistência da posse em caráter definitivo.

Entendemos o sentido legítimo da propriedade, na Terra, e respeitamos as leis que lhe ofertam garantia. Notamos, entretanto, que toda propriedade, com variações de tempo, se transfere, entre os homens, de determinadas mãos para outras.

Aquilo que, no pretérito, pertenceu aos nossos antepassados, nem sempre agora permanece sob o controle dos nossos descendentes.

As criaturas mais queridas estão vinculadas a fichas cármicas diferentes das nossas.

Os companheiros mais estimáveis estão submetidos a provas que desconhecemos.

Paisagens que considerávamos, ontem, por deleitosos retiros, encontram-se hoje transformadas por aqueles que nos substituíram, no Plano Físico.

À vista disso, recebamos todos os acontecimentos, tais quais são, cultivando o bem que se nos faça possível, sabendo que, em quaisquer crises da existência, nos problemas que se mostrem inacessíveis à nossa capacidade de solução, devemos entregar a Deus tudo o que a vida nos cedeu, por empréstimo, trabalhando e servindo sempre.

No sustento de nossa própria paz, estejamos conscientes de que a lei da mudança funciona em toda parte, em nome do Criador, não para que haja sofrimento e, sim, para que se realize o melhor.

Emmanuel
(Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier. Do livro “Espera Servindo"- Edição GEEM)

 
Edição 182
Janeiro/Março 2009

RELEMBRANDO CHICO XAVIER

D. Rita de Cássia criava em sua casa, como filho adotivo, um sobrinho de nome Moacir, menino de onze a doze anos de idade.

Moacir trazia larga ferida na perna, quando a dona da casa mandou chamar dona Ana Batista, antiga benzedeira da localidade denominada Matuto, hoje Santo Antonio da Barra, nos arredores de Pedro Leopoldo.

D. Ana examinou a úlcera e informou:
— Aqui só uma “simpatia” dará resultado.
— Qual? — perguntou a madrinha do Chico.
— Uma criança deve lamber a ferida por três sextas-feiras continuadas, pela manhã, em jejum.
E dona Rita perguntou:
— Chico serve?
A benzedeira observou e declarou:
— Muito bem lembrado.

Isso ocorria numa quinta-feira e, à tarde, quando o menino foi à prece, sob as árvores, encontrou D. Maria João de Deus, em espírito, e contou-lhe, chorando, que no dia seguinte ele deveria tomar parte na “simpatia”.

— Você deve obedecer, meu filho.
— A senhora acha que eu devo lamber a ferida do Moacir?
— Mais vale lamber feridas que fazer aborrecimentos nos outros, falou o espírito maternal.
Você é uma criança e não deve contrariar sua madrinha.
— E a senhora crê que isso poderá curar o doente?
— Não. Isso não é remédio, mas dará bom resultado para você mesmo, porque sua obediência dará tranqüilidade à sua madrinha.

E, vendo que o menino hesitava, continuou:
— Seja humilde, meu filho. Se você ajudar a obter a paz de que precisamos, você lamberá a ferida, e nós faremos o remédio para curá-la.

No outro dia, Chico obedeceu à ordem. Na sexta-feira imediata, repetiu a estranha operação, e a úlcera desapareceu. Quando lambeu a ferida pela terceira vez, viu o espírito de sua mãe, sorridente, ao seu lado.

Extático, viu-a abraçar Dona Rita. E Dona Rita, transformada, acariciou-o, pela primeira vez, e disse-lhe, bondosa:

— Muito bem, Chico. Você obedeceu direitinho. Louvado seja Deus! E, depois de dois anos de flagelação, o Chico teve a felicidade de passar uma semana inteira sem garfadas e sem vergões.

(Trecho extraído do livro Lindos Casos de Chico Xavier de Ramiro Gama - 19a Edição – Editora LAKE)

 


Apresentação
| Livros | Papo Virtual| Atividades Beneficentes | Geem no rádio | Mensagens |
Divulgação Doutrinária | O Evangelho no Lar | Homenagens | Contato

Copyright 2008 GEEM. Todos os direitos reservados. Design by KrcDesign.