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E disse-nos Jesus:
- “Aquele que se propuser a encontrar-me, tome a sua cruz e siga-me os passos.”

Aprendeste as afirmações do Senhor e prometeste servir na Causa do Bem.

De começo sobraram esperanças.

Alegrias indefiníveis se te derramaram da alma.

Entretanto, a viagem da subida,
acompanhando o Eterno Benfeitor, assumiu aspectos inesperados.

Dificuldades apareceram.

E testes complicados de fé ativa se te mostram a cada dia.

Repontam ciladas e tropeços.

Horas surgem, nas quais as tuas construções íntimas parecem desabar.

No entanto, continua aprendendo e auxiliando.

Vozes acomodatícias se te fazem ouvir.

Apesar de tudo, não pares e segue sempre.

Em muitos episódios do caminho, o desânimo te convida ao repouso.

Ouves companheiros que se marginalizaram no desalento,
superestimam os entraves da jornada que se faz mais difícil.

Ainda assim, confia no Senhor e não te imobilizes.

Não contes amarguras.

Considera as bênçãos que usufruis.

Sustenta a cruz das provas que te honorifica, sem deixá-la cair no chão da inércia.

Lembra-te de que o Senhor segue à nossa frente.

Ainda mesmo sob as pedradas da incompreensão, esquece o mal e faze o bem.

Haja o que houver, não retrocedas.
E quando, porventura, as trevas te pareçam adensar, em derredor de teus passos, recorda que a sombra espessa da meia-noite é sempre o anúncio de novo alvorecer.

Emmanuel
(Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier. Do livro “Espera Servindo"- Edição GEEM)

 
Edição 183
Abril/Junho 2009

RELEMBRANDO CHICO XAVIER

Chico, alma querida de todos, neste 2 de abril, quando o outono no hemisfério meridional ensaia seus primeiros passos, atenuando o verde das folhas e fazendo-as cair em gracioso tapete a forrar os bosques e quintais, nós lhe oferecemos, como presente de aniversário:

— os belos dias de abril com o azul celeste nos envolvendo em suave atmosfera de luz e paz;
— o vôo elegante das garças alvissareiras, que, nesses dias, singram o firmamento;
— o sorriso de alegria dos pais que chegaram até você em lágrimas e retornaram renovados a seus lares;
— a felicidade das crianças que receberam de você o beijo carinhoso, o pirulito e as histórias tão belas, contadas com sua voz pausada e calma, a resplender amor e bondade;
— o reconhecimento de inumeráveis famílias, que de você receberam o pão e as rosas a lhes forrarem o estômago e o espírito;
— o ósculo de gratidão dos enfermos que você visitou e tranqüilizou com as preces e os passes, enriquecidos pelo perfume de Scheilla;
— as orações de quantos se emocionaram com a leitura de seus livros, com a lembrança de seus exemplos, sempre inspirados nas lições de Nosso Mestre e Senhor;
— a divina oportunidade de o termos conhecido, mesmo sem reconhecê-lo na plenitude do que você representa para nós.

E por que não dizer:
Pelos saudosos momentos que avançavam pela madrugada, em que você nos ensinou a sopesar os valores efetivos da vida com a simplicidade e o carinho de um anjo balado das Elevadas Esferas para exemplificar o amor.

A você, Chico, o nosso abraço, sonhando com os tempos que não voltam mais, na certeza de que você continuará sempre conosco.

Queremos ouvi-lo, falando de Jesus, de nossa Doutrina e também da vida com a alegria, com o sutil humor, com as tiradas fantásticas, quem sabe, acompanhados do cafezinho e do bolo, da música, de preferência fluindo do toca-fitas velho e desgastado de tanto tocar, mas que você insistia em não trocar...

Um abraço carinhoso, alma bendita de nossas vidas!


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