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"Não sofras porque outros lhe tragam desilusões.

Aqueles que, porventura, nos perseguem, são ainda quais nós mesmos: acertam e erram.

Sentimo-nos felizes quando somos compreendidos e desculpados.

Aprendamos a entender e a tolerar igualmente.

Se esperamos pelos outros para sermos auxiliados na solução de nossos problemas, é natural que os outros esperem também por nós."

Emmanuel (do livro Sinais de Rumo)

 
Edição 184
Julho/Setembro 2009

MENSAGENS DE INÊS DE CASTRO

Por que destacamos nesta edição o livro Mensagens de Inês de Castro? Vamos aos motivos.

A obra foi lançada em setembro de 2006. O objetivo que nos norteou a fazê-lo, após três décadas de meditação a respeito, foi divulgar as surpreendentes notícias da cativante dama galega, transmitidas pelo Chico ao longo de 1977.

A receptividade ao livro foi comovente, manifestada por missivas, e-mails, telefonemas, contatos pessoais, sendo todas as ponderações indistintamente voltadas à história de amor medieval.

Se para o GEEM e, para grande parcela da comunidade espírita, o livro foi motivo de estímulo à continuidade de nossas tarefas voltadas à divulgação do espiritismo pelos exemplos de Chico Xavier, também para incontáveis leitores do Brasil e de Portugal o romance histórico trouxe belíssimas mensagens de amor, renúncia e redenção espiritual.

Um dos poemas ditados por Inês de Castro, ‘Alfabeto de Estrelas’, mereceu elogiosos comentários do Professor António Cândido Franco, da Universidade de Évora, Portugal.

Assim se expressou o Mestre de Évora, estudioso da vida de Inês de Castro e da história medieval portuguesa:

O livro de Francisco Cândido Xavier é um livro misterioso, tocado por uma alta espiritualidade.
Parece estar escrito naquele alfabeto de luz ou de estrelas de que Inês fala na sua mensagem. Apesar dessa alma enigmática e astral, o livro está bem documentado, mostrando-se muito rigoroso nas referências históricas.

Envolvida no espírito das palavras de António Cândido surgiu a 14ª edição.

Contei com a compreensão de Geraldo Lemos Neto, e a ‘Apresentação’ feita por ele, a meu pedido nas edições anteriores, foi substituída. A razão da mudança é principalmente:

— a minha preocupação em destacar a história de amor, tão grata à gente de língua portuguesa, com seus evidentes desdobramentos espirituais.

Senti-me também inclinado a contar de que modo as cartas de Inês me chegaram às mãos e ao coração através da gentileza do Chico, fazendo a respeito, nas páginas iniciais do livro, sucinta explanação de nossos longos contatos que ocorreram justamente no ano de seu cinqüentenário mediúnico.

Também pensando no Chico, além da capa renovada nos tons e com destaque à sua escrita em letra firme e fluente ao fundo, acrescento ao livro um capítulo: ‘Retorno de Inês de Castro a Portugal’, com o subtítulo ‘Recordações de Dias Difíceis’, em que sintetizo fatos de minha própria criação, mantendo o rigor histórico, de um dos momentos mais marcantes na vida de Inês e Pedro.

E por que razão a reverência ao Chico?
Pelo imenso carinho com que transmitiu as mensagens de Inês e pela paciência em responder a indagações, que turbilhonavam em minha mente de estudioso do tema medieval, a respeito desses fatos tão distantes e que permanecem inapagáveis na memória coletiva da Península Ibérica.

A seguir, leitor amigo, colocamos dois textos de Inês captados pelo Chico, em prosa e em verso, extraídos de Mensagens de Inês de Castro.

Caio Ramacciotti

Alfabeto de Estrelas

Carta de amor e saudade


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