MENSAGENS DE INÊS DE CASTRO
Por que destacamos nesta edição o livro Mensagens de Inês de Castro?
Vamos aos motivos.
A obra foi lançada em setembro de 2006. O objetivo que nos norteou a fazê-lo, após três décadas de meditação a respeito, foi divulgar as surpreendentes notícias da cativante dama galega, transmitidas pelo Chico ao longo de 1977.
A receptividade ao livro foi comovente, manifestada por missivas, e-mails, telefonemas, contatos pessoais, sendo todas as ponderações indistintamente voltadas à história de amor medieval.
Se para o GEEM e, para grande parcela da comunidade espírita, o livro foi motivo de estímulo à continuidade de nossas tarefas voltadas à divulgação do espiritismo pelos exemplos de Chico Xavier, também para incontáveis leitores do Brasil e de Portugal o romance histórico trouxe belíssimas mensagens de amor, renúncia e redenção espiritual.
Um dos poemas ditados por Inês de Castro, ‘Alfabeto de Estrelas’, mereceu elogiosos comentários do Professor António Cândido Franco, da Universidade de Évora, Portugal.
Assim se expressou o Mestre de Évora, estudioso da vida de Inês de Castro e da história medieval portuguesa:
— O livro de Francisco Cândido Xavier é um livro misterioso, tocado por uma alta espiritualidade.
Parece estar escrito naquele alfabeto de luz ou de estrelas de que Inês fala na sua mensagem. Apesar dessa alma enigmática e astral, o livro está bem documentado, mostrando-se muito rigoroso nas referências históricas.
Envolvida no espírito das palavras de António Cândido surgiu a 14ª edição.
Contei com a compreensão de Geraldo Lemos Neto, e a ‘Apresentação’ feita por ele, a meu pedido nas edições anteriores, foi substituída. A razão da mudança é principalmente:
— a minha preocupação em destacar a história de amor, tão grata à gente de língua portuguesa, com seus evidentes desdobramentos espirituais.
Senti-me também inclinado a contar de que modo as cartas de Inês me chegaram às mãos e ao coração através da gentileza do Chico, fazendo a respeito, nas páginas iniciais do livro, sucinta explanação de nossos longos contatos que ocorreram justamente no ano de seu cinqüentenário mediúnico.
Também pensando no Chico, além da capa renovada nos tons e com destaque à sua escrita em letra firme e fluente ao fundo, acrescento ao livro um capítulo: ‘Retorno de Inês de Castro a Portugal’, com o subtítulo ‘Recordações de Dias Difíceis’, em que sintetizo fatos de minha própria criação, mantendo o rigor histórico, de um dos momentos mais marcantes na vida de Inês e Pedro.
E por que razão a reverência ao Chico?
Pelo imenso carinho com que transmitiu as mensagens de Inês e pela paciência em responder a indagações, que turbilhonavam em minha mente de estudioso do tema medieval, a respeito desses fatos tão distantes e que permanecem inapagáveis na memória coletiva da Península Ibérica.
A seguir, leitor amigo, colocamos dois textos de Inês captados pelo Chico, em prosa e em verso, extraídos de Mensagens de Inês de Castro.
Caio Ramacciotti
Alfabeto de Estrelas
Carta de amor e saudade
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