Editorial
Caro leitor:
Finalmente aconteceu!
Para alegria de todos os que amam o Chico (e são tantos!), os Correios reconheceram o seu indiscutível mérito, concedendo-lhe o Selo Comemorativo, que será lançado em 2010, no centenário de seu nascimento.
A longa e produtiva existência de quem caminhou por quase todo um século, os exemplos, a dignidade pessoal e sua condição de incansável batalhador na Seara do Bem foram reverenciados oficialmente.
É o corolário também de uma luta no bom combate a que o GEEM se propôs com determinação, aliado a um pugilo de amigos que se nos associaram.
Devemos observar o fundamental e lúcido discernimento dos Correios, sedimentado pela histórica decisão do Ministro de Estado das Comunicações, Dr. Hélio Costa.
Por dever de justiça, vamos aos fatos.
No início de 2008, visitamos o Dr. Eurípedes Higino dos Reis em Uberaba e dele recebemos alguns selos personalizados do Chico, impressos com autorização do correio de Uberaba.
O selo personalizado é diferente do Selo Comemorativo, pois não tem valor postal e deve ser sempre acompanhado de um selo dos Correios.
A despeito de importante, não é selo oficial, ou seja, da iniciativa e controle dos Correios, com valor postal específico, e podemos obtê-lo sem a longa e complexa análise que ocorre com o Selo Comemorativo. Neste, o rito obedece rígida tramitação nos Correios, como veremos a seguir.
Sendo oficial o selo, seu lançamento após o difícil percurso para a aprovação é de total responsabilidade dos Correios e representa expressiva demonstração de reconhecimento do povo brasileiro à personalidade homenageada.
Ao receber do Eurípedes o selo personalizado, desdobrou-se-nos a idéia de ousar um longo e difícil passo adiante:
— Pleitear junto aos Correios o Selo Comemorativo para o centenário de nascimento do Chico, e assim, se obtido êxito em nosso pleito, materializar-se-ia a justa homenagem a quem efetivamente a merece.
O GEEM protocolou a solicitação em 23 de junho de 2008, no Departamento de Filatelia e Produtos dos Correios, em Brasília, com extenso “dossiê”, justificando cabal-mente a pertinência da reivindicação.
E o fizemos pela gentileza do filatelista de São Paulo, Leão Marek, amigo de primeira hora, a quem muito devemos o êxito da postulação. Consignamos-lhe, nestas páginas, a nossa gratidão.
Em julho de 2008, editamos número especial da revista Comunicação com significativa tiragem, rogando a cooperação do movimento espírita e dos brasileiros de outras convicções religiosas, para alcançarmos o importante desiderato.
Tão logo veio a público a acima citada edição da revista Comunicação, recebemos de Uberlândia o telefonema de solidariedade do deputado federal por Minas Gerais Dr. João Bittar, que se incorporou de imediato, com extrema dedicação e diligência, aos propósitos de perenizar-se com o selo oficial a memória de Francisco Cândido Xavier.
Durante todo esse período de mais de um ano, de meados de 2008 até os dias atuais, mantivemos contatos freqüentes, superamos conjuntamente os óbices naturais, e o ilustre deputado sempre esteve presente nessa empreitada de luz.
Foi excelente a receptividade do já citado Departamento de Filatelia e Produtos dos Correios (DEFIP), através da ilustre diretora Maria de Lourdes Torres de Almeida Fonseca e de sua respeitável equipe, sendo a indicação de Francisco Cândido Xavier incluída na pauta da reunião deliberatória marcada para julho do corrente ano.
Nessa reunião, os membros da equipe julgadora aprovaram a concessão do Selo Comemorativo, referente ao centenário de seu nascimento (2010), após o que o processo tramitou nos Correios por instâncias superiores, até a homologação oficial do Ministro Hélio Costa, em 17 de agosto passado.
Missão cumprida.
Hoje, o selo que leva o nome de nosso saudoso Chico é realidade e, em 2010, percorrerá o Brasil e todos os países, dos grandes centros populacionais aos rincões distantes, que se espalham pelo Planeta, adicionando às correspondências um ponto luminoso a irradiar amor, serenidade e esperança.
Após 2010, lembrar-nos-emos, assim, com o lançamento do selo, todos os dias, no cotidiano de nossas lutas terrenas, da alma tão bela, de inesquecível presença entre nós, que marcou indelevelmente a vida dos brasileiros com os seus eloqüentes exemplos e, de modo especial, assinalou o destino das inumeráveis criaturas em sofrimento que o buscaram na incontida ânsia de encontrar consolo e orientação.
Valeu, Chico! Você bem o merece.
Caio Ramacciotti
GEEM - Grupo Espírita Emmanuel
São Bernardo do Campo, 1° de setembro de 2009.
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