Palavras Finais
Agradeço a todos de coração a calorosa e lúcida homenagem prestada a Francisco Cândido Xavier, que sempre destacou, em nossas conversas, sua profunda ligação com a história de Inês.
Encerro minhas palavras, evocando a presença espiritual de nosso querido Benfeitor homenageado, por todos os méritos, citando um pequeno trecho de uma das mensagens que Chico recebeu da dama que, pela sua renúncia, envolvida na dor e na saudade, conquistou Portugal:
D. Pedro falou à companheira da beleza dos céus muito azuis, e Inês salientou que, nos céus, a impressionava a presença do sol, que lhe parecia um tesouro de forças repartidas por Deus, sobre todas as criaturas, em partes iguais.
Ali estavam eles à frente de uma paisagem retratando a verdade do que afirmava. O homem no lar, o pássaro no ninho, o coelho em sua luta, a árvore sobre as raízes e a flor no caule recebiam do céu a mesma parcela de luz e calor, evidenciando a justiça que governa todos os seres e todas as coisas.
Apresentamos a seguir o expressivo poema de Inês de Castro, “Alfabeto de Estrelas”, recebido por Chico Xavier e bem recebido na análise do professor de Literatura Portuguesa, António Cândido Franco da Universidade de Évora, Portugal.
O poema compõe, com outros capítulos, o livro Mensagens de Inês de Castro.
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