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(Versos ao culto amigo que espalhava ateísmo e violência, através da palavra falada e escrita, na última década do século XVIII, suscitando rebeldia e delinqüência, e que, presentemente reencontrei, na condição de espírito em reajuste, na provação da idiotia.)

Lembro-te, caro amigo... O gênio agindo às cegas,
Lanças violência e fel nas multidões que arrastas.

Ouço-te na memória as negações nefastas...

Escreves e destróis... Falas e desagregas...

Quanto crime a surgir dos princípios que pregas!...

Um dia, vem a morte ao campo que desgastas...

No Além, sofres a culpa de que não te afastas,
Rogas socorro ao Céu nos grilhões que carregas...

Agora reencontrei-te em aldeia remota. Habitas outro corpo e choras mudo e idiota...

Ah! Quanto sinto a luta em que te vejo imerso!...

Mas louva a provação que te aponta o futuro.

Na dor, terás de novo o pensamento puro, Refletindo, em ti mesmo, as bênçãos do Universo.

Epiphanio Leite
(Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier. Do livro “Caminhos de Volta"- Edição GEEM)

 

Lúcia Magalhães Gomes Ramacciotti

24/06/1946 - Guaxupé - MG

16/12/1993 - São Paulo - SP

Descendente de família com sólidas raízes nas Minas Gerais, de formação católica.

O pai, Dr. Roberto Ribeiro Magalhães Gomes, médico humano, querido e respeitado em toda a região, a mãe, D. Yvette Ribeiro Magalhães Gomes e os irmãos Roberto, João Carlos e Cristina.

Estudiosa, disciplinada, forma-se na Escola Normal e posteriormente em Letras, com licenciatura plena em Português e Inglês. Ainda muito jovem inicia-se no magistério e, nos anos 70, muda-se para Uberaba, Minas, dando continuidade ao seu trabalho e intensificando contatos com os menos favorecidos.

Seu espírito altruísta começa, então, a alçar vôos maiores, moldando de forma definitiva sua característica mais marcante: o sorriso, o jeito carinhoso e meigo de falar, o respeito e tratamento igual a todos, qualquer que fosse a condição social, cultural, religiosa das pessoas.

A grande mudança em sua vida inicia-se no final de 1971, quando veio a conhecer, na mesma Uberaba, um jovem estudante de medicina, na ocasião em visita a Chico Xavier...

Casa-se em 1973 com esse jovem, Paulo de Tarso Ramacciotti, e dessa união nascem 3 filhos, hoje profissionais liberais ( Juliana, arquiteta - Paulo, médico - Marina, advogada).

Em 1975 fixa residência em São Bernardo do Campo - SP, abraça o espiritismo sob influência do marido, renuncia ao magistério, no qual, sem dúvida, conquistaria invejáveis posições e dedica-se integralmente ao lar, à família nascente e às obras assistenciais do Nosso Lar/GEEM, deixando exemplar trabalho, principalmente junto às gestantes carentes, prestando uma assistência muito bonita a essa gente tão sofrida.Em justa homenagem, o grupo que dirigiu passou a chamar-se Grupo de Gestantes Lúcia Magalhães Gomes Ramacciotti.

Quando no esplendor de sua vida, com a família estruturada e intenso e profícuo trabalho, sobretudo na assistência ao próximo, parte aos 47 anos, rumo da espiritualidade, deixando imenso vazio, só explicado pela continuidade da vida e em plano muito mais profundo.

Observa quem com ela conviveu que, já entendendo a nossa finalidade aqui na Terra, quis ir além do Bojador e com muita determinação foi muito além da dor...

 


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