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"Jesus nos recomendou amar-nos uns aos outros, tal qual ele mesmo nos amou, e perdoar as ofensas, setenta vezes sete vezes, não porque nos considere habilitados para semelhante comportamento, mas porque, se lhe aceitarmos as diretrizes com paciência, ele se tornará mais intimamente associado a nós e, como ele, estaremos fortes e seguros para fazer isso."

Emmanuel (do livro Monte Acima)

 

Mary Gonçalves Valente

Mary Gonçalves Valente nasceu na capital paulista a 29 de agosto de 1932, falecendo no primeiro dia de setembro de 1987. Esposa do Presidente de Honra do Nosso Lar - Instituição Filantrópica de Amparo à Criança, Engº Cineas Feijó Valente, mãe de três filhos, Marco Antônio, Ricardo e Cristina, Mary dedicou de modo especial os últimos anos de sua vida ao socorro do próximo.

Espírito enérgico e empreendedor, coordenava importante trabalho junto às famílias carentes da periferia de São Bernardo do Campo, sempre incansável na distribuição de agasalhos, cobertores, remédios e outras carências usuais entre os menos favorecidos, as pessoas simples de cuja amizade, nascida na convivência fraterna, muito se orgulhava. São memoráveis os Natais beneficentes que Mary organizava, onde participava com inexcedível alegria junto às crianças assistidas pelo Nosso Lar, grupo que dirigia.

Pelo seu trabalho de amor e dedicação ao Nosso Lar, após seu retorno ao Plano Espiritual, o núcleo foi denominado Grupo Mary, em justa homenagem da diretoria do Nosso Lar. Devido à reorganização das atividades de assistência social das instituições irmãs, o Grupo Mary, em setembro de 2005 se fundiu ao Grupo Carlota Cunha do GEEM.

Também em setembro, a creche do Nosso Lar, passou a chamar-se Creche Mary Gonçalves Valente. A tocante cerimônia de descerramento da placa alusiva contou com a presença das crianças assistidas, de dirigentes, funcionários, amigos da casa, além do Cineas e dos filhos.

Após a desencarnação de Rolando Ramacciotti, em dezembro de 1979, assumindo a direção do Nosso Lar, tive convivência mais intensa com Mary e com o Cineas, na estruturação e definição das tarefas que nos competiam. A partir daí, pude aquilatar de modo mais concreto, o que já evidenciava nossa antiga amizade, que remonta a 1963: o jaez espiritual da Mary, compreendendo sua função de amálgama nas relações familiares, pois que estruturou, ao lado do marido e dos filhos um núcleo coeso, voltado intensamente ao trabalho e ao socorro das pessoas carentes, próximas ou distantes do convívio diário, mas sempre presentes no eterno sonho de solidariedade da família Valente.

Sua objetividade, a energia invulgar, a severidade muito me intrigavam e essas características - evidentes na afeição matriarcal pela família consangüínea e no respeito ao próximo que assistia com tanto desvelo - auxiliaram-me a compreender a estatura espiritual da saudosa Mary, ultimamente mais presente, junto a outros Benfeitores, em nossas reuniões mediúnicas. Mary Gonçalves Valente, a querida amiga, enriquece a galeria dos companheiros que nos deixaram. Caio Ramacciotti

 


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